Ao pensar o espaço e trabalhar in situ, escolhi a relação corpo-árvore e corpo-humano, sangue e seiva. Indaguei as diferenças e similaridades. Havia, recentemente, escrito em parceira a uma amiga escritora, um poema que comentava justamente o corpo-folha híbrido que é uma folha de papel, tanto na dicotomia de seu signo de palavra, quanto no seu feitio. Pensei no jogo de palavras veiaseiva-sangue, sais-água, oco-corpo e descobri, por meio de pesquisas, que a imagem de uma veia humana muito se assemelha a um tubo condutor de seiva elaborada. Fiz em cerâmica as pecas que seriam as veias da árvore e as veias humanas, todas para serem encaixadas nos troncos de uma árvore. Nestas veias foram gravados alguns poemas concretos, com os jogos de palavras. Este foi um trabalho que marcou a união da minha obra literária com a obra plástica, portanto elaborei um caderno processo recheado de poemas que descrevem a obra, com imagens da árvore e do corpo humano e esquemas da sua montagem. Essas fotografias foram tiradas dois anos após a instalação e mostram como a natureza habitou as peças de cerâmica, que por sua vez habitavam a árvore.
espionagem
da valise de fábulas
plaquete
bicho – da série criaturas fabulosas
espionagem
da valise de fábulas
bicho – da série criaturas fabulosas
valise de fábulas
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A valise de fábulas é um suporte-caixa que contém desenhos fabulosos. A obra terminará quando não houver mais espaço para os desenhos e objetos. O espectador tem a possibilidade de abrir, mexer e remexer, como quem desbrava aqueles baús cheios de segredos e individualidades. Desperta a curiosidade de quem vasculha e quebra a barreira do [...]










